domingo, 26 de julho de 2015

esparsos um

a organização [o ato de conscientemente construir ordem] só pode agir no desarranjo.

se assim é, não há que se preocupar com o desalinho.
instituí-lo não precisa ser destruição. ao contrário, pode ser um impulso por renovamento, ressignificação.

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a torção dos termos flexibiliza a estrutura, transfigura-na plasticamente.
uma estrutura plástica é mais permeável ao requinte e à reinvenção.

uma estrutura plástica é mais passível de ser matéria-prima.
então o desalinho da estrutura provoca em mim impulso de artesã, de pensar com as mãos.

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não quero ter medo de tatear os trechos instáveis da terra firme.
ir ao mangue e depois retornar.
afogamentos são mais comuns em águas profundas e o movimento delas se dá em mim.
não é preciso temer.



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