o concreto me impedia de seguir adiante. aquele muro não conhecia limites na horizontalidade, ele era tão comprido quanto a muralha da china.
para sair dali eu deveria atravessar o muro, mas não sabia como fazê-lo.
de repente, onde só havia branco, surgiu cor.
olhei pro lado e você estava ali sorrindo com um giz de cera na mão.
você riscou o muro, você desenhou uma porta.
você criou uma porta onde não havia.
quando eu vi a cor que em há em você,
quando eu vi você com o giz na mão,
quando eu vi que você sorria,
- quando eu vi que em você há cor, que você tinha um giz na mão e que sorria -
senti que poderia caminhar tranquila e o muro já não estava mais ali.
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